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Associação dos Magistrados do Amazonas defende lisura do juiz Luís Carlos Valois, da Vep


Valois é citado por líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN), em conversas interceptadas pela PF, onde demonstram preocupação com a saída dele da Vara de Execuções Penais

    Cássio André Borges, presidente da Associação dos Magistrados do Amazonas
    Cássio André Borges, presidente da Associação dos Magistrados do Amazonas(Sérgio Fonseca Jr.)
    O presidente da Associação dos Magistrados do Amazonas (Amazon), juiz Cássio André Borges, defendeu hoje (24) a lisura do colega Luís Carlos Valois na condução da Vara de Execuções Penais (VEP). Valois é citado por líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN) em conversas interceptadas pela Polícia Federal na Operação La Muralla, onde demonstram preocupação com a saída do magistrado da gestão da execução penal no Estado.
    “Houve um superdimensionamento (na divulgação dos diálogos entre os traficantes) em virtude das posições garantistas do juiz Luís Carlos Valois, que respeita a Constituição”, disse o presidente da associação de classe, Cássio Borges. Segundo ele, Valois é “competente, trabalhador, estudioso” e “faz cumprir parte do que diz a Lei de Execuções Penais”, acrescentou, em resposta às supostas regalias concedidas aos presos pelo titular da Vara de Execuções Penais (VEP).
    Acompanhado de um grupo de juízes que pertencem à direção da Associação dos Magistrados do Amazonas, Cássio Borges deu as declarações em entrevista coletiva à imprensa, na sala da entidade, no Fórum Henoch Reis. A reação da Amazon se deu após divulgação feita pelo jornal A CRÍTICA, na edição de hoje, de trechos do inquérito da Polícia Federal na Operação La Muralla, que mostram a reação dos chefes da FDN à possível saída de Valois da VEP.

    Membros da Amazon em coletiva de imprensa. Sérgio Fonseca Jr.
    Conforme a reportagem, diálogos entre o líder da facção, José Roberto Fernandes Barbosa, o “Zé Roberto da Compensa”, o fugitivo da justiça João Pinto Carioca, o “João Branco”, e a advogada  Lucimar Vidinha Gomes, mostram a estratégia do grupo para assegurar os privilégios dos presos do regime fechado.
    Luís Carlos Valois aparece como peça fundamental para manter a comodidade dos presos dentro das unidades prisionais. Os diálogos foram conseguidos por meio de intercepção telefônicas, com autorização da Justiça, depois que o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) passou por uma revista comandada pelo secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, com o apoio do Exército, mas sem a presença do juiz da VEP e do então secretário de Administração Penitenciária do Amazonas, Louismar Bonates.
    http://acritica.uol.com.br/noticias/Associacao-Magistrados-Amazonas-Carlos-Valois_0_1473452657.html

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