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Drama, Sufoco e Alívio na Cachoeira do Santuário, mas Eduardo Sobreviveu! Causos de Figueiredo

Era o ano de 1995 em um sábado de manhã, na belíssima e imponente Cachoeira do Santuário quando Eduardo despencou cachoeira abaixo de quase 15 metros de altura, se quebrou todinho, mas, sobreviveu. Naquela época saiam muitas excursões de Manaus para Figueiredo na Sexta- Feira, e desde o início da daquela semana já havia comunicado que sairia uma do Bairro do Japiim onde eu morava. Eduardo ficou eufórico e não queria perder jamais essa oportunidade de conhecer a Terra das Cachoeiras só não sabia como falaria com sua esposa para conseguir o alvará.
Eduardo pensou, pensou e pensou e aí veio a ideia “fantástica” de falar para a mulher dele que ele iria passar o fim de semana trabalhando e a pessoa que ele escolheu para “o teatro” foi EU. Na sexta-feira já com tudo planejado chegamos ao trabalho e de lá, nossa primeira atividade externa foi passar na casa de Eduardo, ele saiu de casa até com o jaleco de trabalho e disse que ia passar o fim de semana trabalhando e só fiz confirmar com a cabeça.
Após a interpretação, só era esperar o tempo passar e o serviço chega ao fim para nos encaminharmos para o ponto de partida da excursão no bairro do Japiim. O ônibus saiu as 19:00 e dentro do ônibus Eduardo foi fazendo logo amizades, inclusive, com dois amigos meu do Japiim:
Thiago Junior e Manoel. A viagem foi tranquila, apesar, daquela época ainda ser estrada de barro, chegamos por volta de 22:00 hs e a diversão foi até mais ou menos meia noite para nós quatros sem bebida alcoólica.
Havíamos nos hospedados em um albergue que ficava ao lado do Mercado Municipal, já no sábado após todos tomarem café, embarcamos no ônibus para ir visitar a Cachoeira do Santuário, o ônibus parou no antigo mercadinho JP próximo a BR 174 e eu, Thiago, Manoel e o Eduardo fizemos uma cotinha e compramos uma garrafa de conhaque e uma lata de leite condensado para tomarmos, não deu tempo nem de tomar o conhaque.
Chegamos na Cachoeira por volta de dez horas da manhã, Eduardo ficou mais empolgado e eufórico ainda e corria de cima para baixo e de baixo para cima, e na parte de baixo da cachoeira ela já havia escorregado umas duas vezes. Em certo momento subimos os quatros para parte superior da cachoeira, Eduardo entrou na água e ficou um pouco longe da queda, porém, era um lugar escorregadio. Eu estava de cabeça quando o Thiago me chamou e gritou: “O EDUARDO CAIU”! Saímos em disparada até a parte de baixo da cachoeira, imaginado que Eduardo já estaria morto após cair de quase 15 metro com um monte de pedras pelo caminho, o nosso passeio terminava ali.
Quando chegamos em baixo ficamos aliviados ao ver o Eduardo vivo, agarrado em uns galhos dentro da água e gritando com muita dor. A sorte não foi completa e Eduardo ficou agarrado nos galhos do outro lado do igarapé após a queda da água. Na excursão ainda havia o Mário Junior, que era estudante de Medicina, ele foi o primeiro a chegar até o Eduardo e passar tranquilidade. Todo o pessoal da excursão se mobilizou para tirar o Eduardo do outro lado, foi colocado um tronco de um lado para o outro, o problema que ele estava todo quebrado e o pessoal tinha medo em qual parte do corpo pegar e também do tronco se quebrar. Após quase meia hora, o pessoal conseguiu atravessar o Eduardo e ele foi levado até um carro para que levássemos para o Hospital de Figueiredo.
A próxima “saga” começava ali, quando chegamos no hospital de Figueiredo, Eduardo foi atendido, porém, precisava ser transferido para Manaus e as duas ambulâncias que tinham na cidade já estavam sendo usadas para socorrer outras pessoas. Fomos até um Empresário da Cidade que prontamente disponibilizou uma Toyota sem cobertura, que para aquela situação estava ótimo. 
Fomos os quatros na carroceria da Toyota, foram os 107 km mais longo na vida do Eduardo, devido a estrada ainda ser de barro o carro trepidava muito e a dor nele era insuportável, sem exagero, ele foi gritando de Figueiredo até Manaus e em alguns momentos Manoel era solidário a ele e gritava também. Eduardo diminui os gritos quando chegamos a parte asfaltada no km 8. Quando chegamos ao hospital 28 de agosto seu irmão Maguila já o esperava desesperado, aguardamos sair os resultado e para alivio de todos ele só havia fraturado a bacia e quebrado algumas partes dos rosto.
O médico havia colocado em dúvida se Eduardo ia andar ou não, mas, o simples fato de ele está vivo já era uma grande vitória. Com o tempo Eduardo superou aas expectativas e andou e hoje atualmente ele deve estar na “farra” lá na Ilha do Marajó no Pará.
  
Por Juliano Torres       

  
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