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A Energia vai ficar mais cara!

Consumidores terão reajuste a partir de novembro (Foto: Marina Souza)
A partir do dia 1º de novembro, a conta de energia de consumidores no Amazonas ficará mais cara. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou uma série de reajustes tarifários, que chegam a 42,55%. A concessionária Eletrobras Amazonas Energia informou que recebeu autorização para elevar tarifas em três faixas de tensão de energia no estado. Os novos valores devem atingir cerca de 900 mil unidades consumidoras do Amazonas.

Os aumentos foram aprovados pela Aneel na terça-feira (27), durante Reunião Pública da Diretoria. Para os consumidores residenciais (Classe B1), que abrange residencial e subclasse residencial baixa renda, o reajuste será de 38,8%.
Segundo a Aneel, o reajuste para comércio, residencial, iluminação pública e rural (baixa tensão em média) é de 39,10%.

O aumento da conta de energia será maior para as indústrias (alta tensão em média). Para esse grupo, o reajuste tarifário alcança 42,55%, enquanto a média ponderada (alta e baixa tensão) é de 40,54%.
A Aneel informou que os encargos setoriais e o custo da energia foram os principais fatores que conduziram ao índice de reajuste tarifário da concessionária.

"Ao calcular o reajuste, conforme estabelecido no contrato de concessão, a Agência considera a variação de custos associados à prestação do serviço. O cálculo leva em conta a aquisição e a transmissão de energia elétrica, bem como os encargos setoriais. Os custos típicos da atividade de distribuição, por sua vez, são atualizados com base no IGP-M. Os encargos setoriais (10,54%) e o custo da energia (24,11%) foram os principais fatores que conduziram ao índice de reajuste da Amazonas Energia", explicou a Aneel.
De acordo com a Agência, a principal razão da elevação dos encargos setoriais foi a Conta ACR (Ambiente de Contratação Regulada). Trata-se do financiamento utilizado em 2014 para cobertura de custos das distribuidoras com despacho térmico e exposição ao mercado de curto prazo, sem cobertura tarifária. A partir de 2015, esses valores começam a ser recolhidos via tarifa para quitação dos empréstimos.

"O custo de compra de energia, por sua vez, foi pressionado pela elevação do custo médio de energia comercializada no Ambiente de Contratação Regulada (ACR-Médio). A Lei nº 12.111/2009 define uma repartição para os custos de geração em sistemas isolados. Os consumidores locais ficam responsáveis pelo pagamento do ACR-Médio e o restante é coberto com recursos da Conta de Consumo de Combustíveis (CCC). O ACR Médio aumentou de R$ 192,61/MWh para R$ 295,10/MWh", alegou a Aneel.
Os reajustes autorizados pela Aneel atendem a um pedido da Eletrobras Amazonas Energia.
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